domingo, 29 de julho de 2007


Uma vez curados da ilusão de imaginar que o artista cria por razões de beleza;
uma vez que se tenha compreendido que somente a necessidade de criar o obriga a produzir o que depois talvez designaremos como beleza, então compreende-se que a inteligibilidade e a clareza não são condições que o artista necessita exigir da obra e da arte, mas condições que o espectador espera ver satisfeitas.
E verá a beleza na eterna luta pela verdade, compreenderá que conseguir é, com efeito, a meta do desejo, mas pode também, facilmente, ser o fim da beleza.

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