sábado, 25 de julho de 2009


Os impacientes. – Precisamente quem está vindo a ser não admite o vir-a-ser: é impaciente demais para isso. O jovem não quer esperar até que, após longos estudos, sofrimentos e privações, seu quadro das pessoas e das coisas esteja completo: então aceita, de boa-fé, um outro que está pronto e lhe é oferecido, como se este lhe antecipasse as linhas e cores do seu quadro, ele se entrega a um filósofo, um poeta, e durante muito tempo tem que labutar como um servo e negar a si mesmo. Nisso, um jovem aprende muita coisa: mais frequentemente esquece o mais digno de aprendizado e conhecimento: esquece a si mesmo; pelo resto da vida continua a ser um partidário. Ah, é grande o tédio a vencer, é preciso muito suor, até alguém achar suas cores, seu pincel, sua tela! – E ainda está longe de ser mestre em sua arte de viver – mas, pelo menos, é senhor em sua própria oficina.

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