
Os enterrados. – Nós nos recolhemos e nos ocultamos: mas não por algum mau humor pessoal, como se as condições políticas e sociais do presente não nos satisfizessem, mas sim por querermos, com nosso recolhimento, poupar e reunir forças de que depois a cultura terá necessidade, quanto mais este presente for este presente e, como tal, cumprir sua tarefa. Nós formamos um capital e procuramos pô-lo em lugar seguro: mas, como se faz em tempos muito perigosos, enterrando-o.
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