
Há milhares de anos, as lendas, mentiras, besteiras, mitos e costumes primitivos de uma pequena tribo de nômades semi-selvagens foram reunidos e escritos em pergaminhos.
Ao longo dos séculos estes textos foram modificados, mutilados, truncados, floreados e divididos em pequenos pedaços que foram então embaralhados várias vezes.
Em seguida, este material foi mal traduzido para várias línguas e vários povos o adotaram como a expressão da verdade, a palavra de Deus definitiva e irretocável.
Se Deus é infinitamente bom, por que temê-lo?
Se ele sabe de tudo, por que precisamos informá-lo de nossas necessidades e aborrecê-lo com orações?
Se está em toda parte, por que construir templos?
Se ele é justo, por que temer que ele castigue as criaturas que ele encheu de fraquezas?
Se ele é todo poderoso, como ofendê-lo, como resistir a ele?
Se ele é razoável, por que ficaria irritado com os pobres ignorantes a quem deu a liberdade de não serem razoáveis?
Se ele é imutável, por que a pretensão de querer que mude suas decisões?
Se ele é inconcebível, por que perder tempo com ele?
Se ele já falou, porque o universo não se convenceu?
Se conhecer sua vontade é tão importante, por que ele não se faz claro e evidente?
Por que é preciso louvar a Deus o tempo todo e até depois de se chegar ao céu?
Para satisfazer sua infinita vaidade?
Para mantê-lo de bom humor e evitar punições?
Ou sua auto-estima é tão baixa que ele poderia cair em depressão?
E louvá-lo pelo quê?
Por nos jogar neste vale de lágrimas sem nos consultar?
Por que rezar? Se isto faz Deus mudar de idéia, então ele não é soberano.
Se não faz, então é inútil.
Ou talvez ele queira que nos humilhemos diante dele...
Café+Biscoito+leitura no blog http://factapraeterita.blogspot.com = Domingo Perfeito!;)
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