domingo, 30 de dezembro de 2007


Roma era muito melhor quando pagã que quando católica.
Era melhor quando deixava que gladiadores e criminosos se enfrentassem que quando queimava homens honestos na fogueira.
Os grandes homens de Roma denunciaram a crueldade das arenas.
Sêneca condenou até mesmo as lutas entre animais.
Ele disse que "devemos ter simpatia por todas as criaturas, já que apenas os maus e depravados podem sentir prazer ao ver sangue e sofrimento".
Aurélio incentivava os gladiadores a lutar com espadas sem fio.
Legisladores romanos declararam que todos os homens são livres por natureza e iguais.
As mulheres, sob a lei pagã de Roma, tornaram-se livres como os homens.
Zeno, muito antes de Cristo, ensinou que apenas a virtude diferencia os homens.
Sabemos que a lei romana está na base de nossas leis.
Sabemos que fragmentos da arte greco-romana - alguns poucos manuscritos salvos da destruição pelos cristãos, e as invenções e descobertas dos árabes foram as sementes da civilização moderna.
O cristianismo, por mil anos, ensinou à memória a esquecer e à razão a acreditar.
Nenhum passo adiante foi dado.
Por cima dos manuscritos de filósofos e poetas, religiosos ignorantes devotamente rabiscaram as falsidades da fé.
Por mil anos a chama do progresso foi extinta pelo sangue de Cristo; seus discípulos, movidos por um zelo ignorante, por credos insanos e cruéis, destruíram pelo fogo e pela espada cem milhões de seus irmãos.
Fizeram deste mundo um inferno.
Mas, se catedrais tivessem sido universidades, se masmorras da Inquisição tivessem sido laboratórios, se cristãos tivessem acreditado em caráter em vez de credo, se tivessem aproveitado da Bíblia apenas as partes boas e jogado fora as más e absurdas, se os missionários tivessem ensinado artes e ofícios, se astrologia tivesse sido astronomia, se as artes negras tivessem sido química, se a superstição tivesse sido ciência, se as religiões tivessem sido humanidades, o mundo teria sido um céu cheio de amor, com liberdade e alegria.

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