
John Kennedy foi morto quando desfilava em carro aberto diante de uma multidão.
A cena foi filmada e o assassino preso.
Se até hoje não há um consenso sobre o que aconteceu, que credibilidade podem ter as Escrituras, escritas décadas ou séculos depois dos supostos fatos por gente que nem estava lá e das quais não nos chegou nenhum original, apenas cópias divergentes?
Nossos olhos podem nos enganar.
Nisto se baseiam os espetáculos de mágica e prestidigitação.
Nossa memória tende a filtrar os acontecimentos passados, eliminando as coisas ruins e destacando as boas, o que nos leva a suspirar pelos "bons velhos tempos".
Memórias confusas, relatos obscuros, lendas e convicções podem se misturar na cabeça de gente desesperada, dando origem a um passado que nunca existiu mas que, com o tempo e a repetição, se torna "fato".
Aqueles a quem Deus se revelou devem acreditar nele.
Mas ele não se revelou a mim e eu não sou obrigado a acreditar na palavra dos outros.
Tudo o que eles me dizem é aquilo que eles pensam ter visto ou ouvido, distorcido por suas convicções e filtrado pela cultura do seu povo e sua época.
Mais distorções, interpretações pessoais e acréscimos são introduzidos a cada intermediário na transmissão da mensagem.
Seria muito bonito se houvesse um Deus que criou o mundo, uma Providência benevolente, uma ordem moral e uma vida após a morte.
Não parece curioso que tudo isto seja exatamente como desejaríamos que fossem as coisas?
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