
Tupã o Espírito Supremo e protetor de minha raça
Encontrou-me um dia no meio de um bosque florescido
E me disse: Toma esta caixa misteriosa e descobre seus segredos
E aprisionando nela todos os pássaros canoros da floresta
E a alma resignada dos vegetais, abandonou-a em minhas mãos
Tomei-a, obedecendo a ordem de Tupã
Colocando-a bem junto ao coração
Abraçado a ela passei muitas luas à borda de uma fonte
E uma noite, Jaci retratada no líquido cristal
Sentindo a tristeza de minha alma índia
Deu-me seis raios de prata para com eles descobrir seus arcanos segredos
E o milagre se operou: do fundo da caixa misteriosa,
Brotou a sinfonia maravilhosa
De todas as vozes virgens da natureza da América
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