terça-feira, 25 de novembro de 2008


Eu não preciso ser um cidadão global
Porque sou abençoado pela nacionalidade
Sou membro de uma população crescente
Nós reforçamos nossa popularidade
Há coisas que parecem nos puxar abaixo
E há as coisas que nos arrastam para baixo
Mas há um poder e uma presença vital
Espreitando tudo a sua volta

Nós temos o Jesus Americano
Veja-o na interestadual
Nós temos o Jesus Americano
Ele ajudou a construir o estado do presidente

Eu sinto pena pela população da terra.
Porque poucos vivem no EUA
Pelo menos os estrangeiros podem copiar nossa moral
Eles podem visitar, mas não podem ficar
Somente alguns preciosos podem ter a prosperidade
Isso nos faz seguir com confiança renovada
Temos um lugar para ir quando morrermos
E o arquiteto mora bem aqui

Nós temos o Jesus Americano
Sustentando a fé nacional
Nós temos o Jesus Americano
Oprimindo milhões todo dia

Ele é o campo estéril do fazendeiro (em Deus)
A força, que o exército exerce (nós confiamos)
A expressão nos rostos (porque)
Dos milhões de famintos (ele é um de nós)

O poder dos homens (Rompendo)
É o combustível que move o clã (cavando)
É o motivo e consciência (nós podemos)
Do assassino (recolher nossos pecados)

Ele é o pregador na TV (coração forte)
A falsa sinceridade (tão alto)
A letra de forma que foi escrita (de um infinito)
Pelos grandes computadores (jeito)

As bombas nucleares (você perde)
E as crianças sem mães (nós ganhamos)
E sou temente a isto (ele é)
Ele está dentro de mim (nosso campeão)

Nós temos o Jesus Americano
Veja-o na interestadual
Nós temos o Jesus Americano
Exercendo sua autoridade
Nós temos o Jesus Americano
Sustentando a fé nacional
Nós temos o Jesus Americano
Oprimindo milhões todo dia


Uma nação sob Deus...
Uma nação sob Deus...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008


Modern man

Eu não tenho nada a dizer
Eu não tenho nada para fazer
Todos os meus neurônios estão funcionando suavemente
E eu continuo um ciborgue assim como você
Eu sou um grande mioma que pensa
Meu planeta suporta apenas eu
Eu tenho apenas um problema: irei eu viver para sempre?
Eu tenho apenas pouco tempo para ver


Homem moderno, traidor evolucioário
Homem moderno, destruidor do ecosistema
Homem moderno, destrói a si mesmo vergonhosamente
Homem moderno, exemplo patético da herança orgânica da terra

Quando eu olho para trás e penso
Quando eu pondero e pergunto "porque?"
Eu vejo meus ancestrais gastando com abandono descuidado
Supondo suprimento eterno

Homem moderno, traidor evolucioário
Homem moderno, destruidor do ecosistema
Homem moderno, destrói a si mesmo vergonhosamente
Homem moderno, exemplo patético da herança orgânica da terra

Apenas uma amostra de desperdício baseado em carbono
Apenas a porra de uma tragédia épica de você e eu



http://www.youtube.com/watch?v=Q3gViF5SIWw

domingo, 23 de novembro de 2008


Deus, o psicótico. - Acabei de receber um e-mail dizendo: Espero que encontre Deus em 2009. O que é um sentimento positivo. Muito obrigado por isso. No entanto, espero que isso não ocorra pois, pelo que ouvi sobre Deus e o jeito que ele gosta de fazer as coisas e o tipo de gente que ele atrai, todas essas coisas combinaram para desejar que ele fique o mais distante de mim; humana ou desumanamente possível. Estamos falando sobre o deus do deserto, o deus da morte. E sabemos que todos os três dogmas do deserto são variações do mesmo culto à morte. E todos eles louvam esse Deus de suposto amor e misericórdia, que é o motivo pelo qual eles devem se odiar com essa violenta paixão. Vocês teriam que perguntar isso a eles. Coletivamente, eles são conhecidos como filhos de Abraão, pois Abraão é o patriarca original do qual eles descendem. De fato, sem a influência de Abraão, pode ser que nenhum desses dogmas existisse nos dias de hoje. O que me faz desejar voltar no tempo e ter com Abraão uma conversa muito séria: “Seu idiota,” eu diria, “não pode prever o que aconteceria? Olhe o profeta que você se tornou?” Abraão foi quem decidiu que só haveria um deus dali em diante. Tamanho único – esse era o lema. E isso deve ter sido um efeito devastador na comunidade divina daquele tempo. Todos os deuses dos rios, das montanhas, das matas, etc, os pequenos e especializados deuses que haviam servido tão bem ao povo por gerações, eles se viram apertados para fora do quadro, ou forçadamente amalgamados em um conglomerado gigante, de controle central, um estreito código central com uma vingança correta em seu coração. Até hoje, a quem se pergunte se essa foi à decisão certa para a humanidade àquele tempo. O debate continua. Bem, dadas as religiões que ele fez criar, Abraão não se notalizou particularmente pela sua estabilidade mental. Ele estava preparado para matar próprio o filho pois Deus assim o ordenou. Felizmente Deus interveio no último segundo e o impediu, provando quão justo e misericordioso deus, ele é. Se você ignorar o trauma psicológico que ele deixou nessas duas pessoas. Sem dúvidas, marcou-os para sempre. Mas isso é parte da maldição, não é? Para o Antigo Testamento todos acabam feridos mentais e fisicamente. Dificilmente alguém sai inteiro. Veja o tratamento dado a Adão e Eva, os primeiros habitantes do planeta. Foram punidos por serem verdadeiros com sua natureza, que deus havia dado a eles. Deus sabia que eram curiosos, que eles tinham que ser curiosos para sobreviver. Deus sabia que eles comeriam aquela maça. Alguém cínico pode desconfiar que Deus criou-nos apenas para punir-nos. Pois esta é a 1ª lição que aprendemos nos Gênesis: que ser humano, é um pecado. Fomos punidos e banidos do paraíso por termos sido fiéis a nossa natureza, mas nos recuperamos e começamos a torre de Babel, pois queríamos ir ao paraíso e dar uma olhadinha. Por curiosidade, fazendo o que a natureza manda. Mas, Deus não gostou nada daquilo, então ele confundiu-nos as línguas. Assim, aqui estamos, apenas no início da Bíblia e já recebemos dois golpes massacrantes do nosso amável e misericordioso deus. Logo após, ele inunda todo planeta pois alguém deve ter olhado torto para Ele. Mas ele deu a dica a alguém para construir um barco, porque ele não queria acabar com todo mundo, senão não haveria ninguém para ser punido. Posso entender uma pessoa ler a Bíblia por prazer, pois é, discutivelmente, uma grande obra literária e certamente um artefato cultural interessante. Mas não é a palavra de Deus e já é hora de pararmos de fingir que é, ou que venha ser. Deus é o personagem principal do livro, e se você ler, logo verá isso. Ele é uma personalidade interessante, se definido cruamente. É basicamente uma tentativa de se por uma face humana na força criativa da vida. Mas, infelizmente nós o projetamos com todos os nossos preconceitos e o fizemos um pouco humano demais para o nosso próprio bem. Porque uma coisa que eu notei foi que ser humano apenas funciona com humanos. Não se transfere a divindade. Deuses humanos tendem a serem insensatos, violentos e imprevisíveis de um jeito superficial e egoísta. A única coisa ilimitada neles é a sua gana para se sentirem ofendidos, como as muitas almas sensíveis que os louvam. Mas, se você procura ofensa, não há livro melhor do que a bíblia, certamente um dos mais ofensivos que você pode ler. A não ser que você acredite que adúlteros devem ser mortos, ou que é correto vender sua filha como escrava ou que qualquer um que trabalhe no sábado deve ser apedrejado. Talvez você concorde com isso ou com o fato de Deus repetidamente iniciar genocídios. Claro que não mencionou mísseis ou bombas especificamente, mas sem dúvida é aí que entra a fina arte da interpretação bíblica. Ele tem uma ficha criminal que faz Saddam parecer Gandhi. Em Deuteronômio 13, se você souber de uma cidade onde se louva a outro deus você deve matar cada um naquela cidade: homem, mulher, bebê e até o gado. Depois queimar tudo. Oh, e não se esqueça: Não matarás! Bem, espero que você entenda porque eu tenho dificuldade em aceitar esse deus do deserto, deus de morte do qual você parece gostar tanto. Espero que você possa entender porque é que eu não quero ter nada com ele, quer ele exista ou não. Eu simplesmente não compartilho de suas idéias. Eu as acho literalmente desumanas. Então eu realmente não me importo com o que ele tem a dizer. E se ele descer do céu agora mesmo em botas de sete léguas esfregando o livro de Juízes na minha cara, eu apenas diria o mesmo que digo a todos os evangélicos que encontro: “Não, obrigado. Não estou interessado na sua salvação. Prefiro o inferno. Agora, vá se danar, tenho alguns pecados para cometer.”
Paz, se não for blasfemar muito. Não quero machucar os preciosos sentimentos de ninguém.

sábado, 22 de novembro de 2008


A maldição da fé. - Posso apenas dizer a todas as pessoas que continuam dizendo que eu estou errado quando digo que os cristãos já nascem em dívida com Jesus: será que eu não percebo que essa dívida já foi paga em dobro, por Jesus? Ah sim, é claro, mas apenas da mesma maneira que uma financeira pagará por todas as suas dívidas, mas então você tem que pagar de volta a financeira, ou vai haver problemas. Similarmente, se você decide dar o calote na dívida com Jesus, aquela que ele pagou com o seu precioso sangue, bem então você estará com grandes problemas, meu amigo. De fato, grande é provavelmente uma palavra pequena demais para descrever o tipo de roubada em que você vai se encontrar se você o rejeitar como seu salvador, porque você vai fritar pela eternidade, e a eternidade é algo com que não se brinca, porque é para sempre. E nós sabemos disso porque mediram a eternidade e deu exatamente para sempre. E é isso que te aguarda: sofrimento eterno inimaginável, e Jesus não vai fazer coisa alguma a respeito. Por que? Porque ele não dá a mínima! Esse é o quanto ele te ama. Eu acho que depois de dois mil anos, se não coisa melhor, ele nos deve outra crucificação. Você não pode viver de glórias passadas para sempre! Quem ele pensa que é, Woody Allen? Ora! De qualquer forma, por causa disso, hoje eu gostaria de dizer algumas palavras sobre a Fé, a qual eu penso que tem o potencial de nos escravizar a todos sorrateiramente, porque eu acho que Fé é uma palavra muito perigosa e enganosa. Ela remete a duas idéias completamente separadas, que têm absolutamente nada a ver uma com a outra. Uma é boa e a outra é má. Uma é chamada espiritualidade e a outra é chamada religião. Uma é uma experiência pessoal e a outra é um problema público. uma leva ao auto-conhecimento e a outra à auto-indulgência, às custas dos outros. Em uma não há compulsão enquanto que a outra depende da compulsão para a sua sobrevivência. Uma é baseada na inocência, a outra na culpa. Uma abraça a vida, a outra cultua a morte. É difícil imaginar como estas duas coisas poderiam ser mais diferentes, entretanto, por alguma razão elas sempre nos são vendidas juntas em um mesmo pacote sob a bandeira da Fé. Se você leva uma, você tem que levar a outra. Um pouco como um pet shop dando uma cascavel de graça com cada coelhinho. Agora, eu não estou dizendo que não há mais nesta vida do que aquilo que vemos, porque obviamente há. A Ciência já nos mostrou isso: no mundo subatômico descobre-se que nada é realmente sólido, se é que você consegue entender isso, e algumas partículas são tão imprevisíveis que nós sequer temos certeza se elas existem ou não; elas parecem estar lá e não estar lá ao mesmo tempo. Um pouco como a Democracia Ocidental, ou sou só eu que acho? Mas, de qualquer forma, é claro que nós somos parte de uma realidade que nós não entendemos totalmente e, se existe uma força vital neste universo, e, encaremos, deve haver, do contrário não haveria vida alguma, É natural que nós iríamos querer fazer alguma conexão com ela, porque qualquer um quer se sentir mais vivo, certo? Mas não há evidências de que ela requeira veneração nem qualquer forma de comportamento subserviente, ou que nós sejamos de qualquer forma centrais aos seus planos, ou sequer relevantes para eles mais do que qualquer outro organismo no planeta, ou no universo; este universo ou qualquer outro universo. Então, nesse sentido, eu acho que nós realmente precisamos nos superar pra valer. Além disso, nós precisamos parar de fingir que todas as armadilhas da Fé feitas pelo homem, os acessórios ornamentais, se você preferir, são realmente nada mais do que apenas isso. Eu estou falando das escrituras, dogmas rituais, profecias, leis religiosas, todas essas coisas colocadas lá para dar às religiões algum tipo de estrutura, e para ser justo, é para isso que elas estão lá, não é? É um pouco como vestir o homem invisível: Uma vez vestido, você pode vê-lo! Mas, é claro, você não o vê, você vê a roupa. E este é o problema: todos se tornaram tão obcecados pelas malditas roupas, que esquecemos se havia alguém lá em primeiro lugar. Se você é uma pessoa espiritual, você não precisa da religião e você sabe disso. E você certamente não está interessado em forçar as suas crenças nas outras pessoas. Se você não é uma pessoa espiritual, então que diabos você está fazendo de joelhos rezando feito um idiota, como um cachorro que foi ensinado a fazer algo sem entender o porquê? Levante-se e pare de se fazer de bobo, porque a sua fé não é uma virtude, é um vício, é uma escravidão ao dogma, às certezas das escrituras, que estão ainda assim abertas a interpretações em interesse próprio pelos homens. Agora, eu estou certo que mesmo você pode ver a óbvia falha nesse pequeno arranjo. Além do mais, a Fé, na sua maneira de Alice no País das Maravilhas, define-se e avalia-se de acordo com falta de evidências. Quanto menos evidências se tem, mais fé é necessária e mais digna de respeito e deferência ela é, por alguma razão. Sem mencionar grandes quantidades de dinheiro público, generosos incentivos fiscais e a liberdade para preencher as mentes de crianças inocentes com superstições violentas e medos infundados. E isso para mim realmente é a maldição da Fé, e é algo que nos envergonha a todos de geração em geração: é a forma covarde em que nós permitimos que a religião seja forçada às crianças, em uma clara violação dos direitos humanos delas, hipnotizando-as quase que ao nascer, seqüestrando suas vidas e as transformando em pequenos cristãos, pequenos muçulmanos, pequenos judeus, antes que elas tenham a chance de entender a primeira coisa que está envolvida. Ah, nós vivemos em tempos tão civilizados no século 21, não é? Os direitos humanos são tudo para nós.
Nós nos esforçamos tanto para obter compensação para qualquer oportunista barato, qualquer marginal criminoso canalha cujos preciosos sentimentos foram feridos, mas não damos a mínima para os direitos das crianças que estão tendo as suas mentes moldadas e atrofiadas pelos outros antes de terem a chance de se formarem completamente. Como arrancar flores antes que elas desabrochem. É um crime contra a humanidade, é o que é, e um dia será contra a lei. Diga isso a Jesus, se você o vir. E diga por mim que ele vá se ferrar à arvore mais próxima. Paz. E quem sabe, talvez um dia...civilização.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008


Deus abençoe o ateísmo. - Vivo em uma sociedade em que todas as crenças são respeitadas, desde que se acredite em Deus. Apesar disso, há ainda boas razões para ser ateu. Pessoalmente gosto das horas: 24 por dia. Acho que elas me servem muito bem. As pessoas sempre me perguntam sobre ser ateu. E certas perguntas surgem toda hora. Exemplo: Como você separa o bem e o mal sem a religião pra te guiar? Bem, esta é a questão não é mesmo? A religião me guia sim. A maioria das coisas que relaciono com religião acho que são do mal, e acho isso uma referência bem útil: se há religião envolvida, o mal não estará longe. Outra questão é: Ateísmo em si não é apenas mais uma religião? Bem, acho que ateísmo é uma religião do mesmo modo que Criacionismo é Ciência, ou Islamismo é uma religião de paz. Resumindo: quando a linguagem não mais importa. Como Ateísmo pode ser uma religião? Quem adoramos? E quem vamos matar se não o adorar? Ateísmo não requer obediência inquestionável e absoluta, ou ameaça com sofrimento eterno nem se ofende com coisas sem importância. Não protege pervertidos sexuais da justiça, tampouco trata as mulheres como gado. É até uma pena que não seja uma religião pois poderíamos ter certa isenção fiscal, mas não. Ateísmo não tem privilégios especiais. Não há escolas ensinando Ateísmo as crianças como crenças, pagas com dinheiro público. Nem requer que se reserve 10% da sua renda para manter certos cínicos criminosos no alto luxo. Viu? Nem começa a se qualificar como religião digna do nome. Não, para mim Ateísmo é só uma palavra para realidade. Significa apenas: não ver necessidade de se desculpar por ser humano, e ser bem feliz com a vida que levamos e não confiar num truque celestial que diz: “O paraíso está logo ali esperando por você. Tudo que você tem a fazer é morrer.” É o preço a se pagar pelo ingresso a um lugar que deve estar cheio de clérigos e de cristãos renascidos, o que na minha opinião é um destino pior que a morte. Mas, certamente as pessoas precisam da religião para responder a certas perguntas. Perguntas como: qual o melhor meio de se sufocar o espírito humano? Quanto podemos sugar dos pobres e ingênuos? E em quantos palácios podemos viver sem sentir vergonha? A estas questões a religião responde muito bem. Mas infelizmente há outras questões as quais ela não responde. Então a religião apenas inventa. Aí entra o Ateísmo que diz: "Ei, você está inventando". A religião diz: “Não. Isso chamamos de Teologia”. Qual a diferença entre um doutor em medicina e um doutor em Teologia? Um receita drogas e o outro deve estar drogado. Um teólogo é aquele que é especializado no que não se pode conhecer e tem todas as qualificações para prová-lo. Sim... um especialista de verdade! Por isso acho que a pergunta que devemos fazer não é se o Ateísmo é uma religião, e sim, por que a Teologia é tida como ramo da Filosofia e não como uma arte criativa? Porque é muito criativa. Você pode vestir seu Deus com qualquer das roupas do rei. E deve ser muito divertido para quem se interessa. Mas pessoalmente não vejo mais razão para que seja ensinada em universidades e não se ensine astrologia. Ok. Já entendemos, você não acredita em Deus. Mas ao menos as organizações religiosas fazem um bom trabalho, especialmente no 3º mundo. Isso não se pode negar. Então quer dizer que se eles não fossem religiosos não estariam fazendo esse trabalho? Estão fazendo isso obrigados? É isso que você quer dizer? Acho que se eles fossem ateus disfarçados não teriam tempo pra fazer nada, não é? Estariam ocupados com práticas imorais e satisfazendo-se com qualquer produto da sua vã imaginação. Porque é isso que os ateus fazem é claro! Temos almas corrompidas e pecaminosas, pois é um grande estilo de vida...francamente. Na verdade, quando eu terminar esse texto, pretendo passar a tarde toda pecando, pois sei que não serei punido por isso. De fato, estou tão animado que acho que vou parar agora. Então, paz a todos, especialmente aos hereges, descrentes e infiéis.

terça-feira, 18 de novembro de 2008


Ilusório, porém firme. - Assim como, para passar junto a um precipício ou cruzar uma frágil ponte sobre um rio profundo, necessitamos de um corrimão, não para nos agarrar a ele - pois logo se romperia conosco -, mas para despertar na visão a idéia de segurança, assim também precisamos, quando jovens, de pessoas que inconscientemente nos prestem o serviço daquele corrimão. É verdade que elas não nos ajudariam, se realmente nos apoiássemos nelas em caso de perigo, mas dão a impressão tranquilizadora de que há uma proteção ao lado (os pais, professores e amigos, por exemplo, tais como são normalmente os três).

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


Da origem da religião. - A necessidade metafísica não constitui a origem das religiões, como quer Schopenhauer, mas apenas um rebento posterior das mesmas. Sob o domínio de idéias religiosas, habituamo-nos à concepção de um "outro mundo" (atrás, abaixo, acima de nós) e sentimos, após o aniquilamento da ilusão religiosa, uma privação e um vazio incômodos - e desse sentimento brota mais uma vez um "outro mundo", agora apenas metafísico, não mais religioso. No entanto, aquilo que nos tempos primitivos levou à suposição de um "outro mundo" não foi um impulso ou necessidade, mas um erro de interpretação de determinados processos naturais, uma perplexidade do intelecto.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


O sacrifício necessário. - Esses homens justos, sérios, capazes, profundamente sensíveis, que ainda hoje são cristãos de coração: eles devem a si mesmos experimentar viver por algum tempo sem cristianismo, eles devem a sua fé empreender assim uma permanência "no deserto" - apenas para conquistarem o direito de opinar na questão de se o cristianismo é necessário. Por enquanto se apegam a seu torrão, e de lá caluniam o mundo além do torrão: sim, ficam amargos e irritados se alguém dá a entender que além do seu torrão existe o mundo, o mundo inteiro! Que o cristianismo, tudo somado, é apenas um recanto! Não, seu testemunho não tem peso algum antes que tenham vivido durante anos sem cristianismo, com honesto fervor em suportar a vida no oposto dele: até que tenham se afastado para longe, muito longe dele. Apenas quando forem impelidos de volta pelo julgamento com base numa estrita comparação, e não pela saudade de casa, é que seu regresso à casa terá sentido! - Os homens do futuro assim farão com todas as valorações do passado; é preciso vivê-las deliberadamente uma vez mais, e também o seu oposto - para enfim ter o direito de passá-las na peneira.

terça-feira, 11 de novembro de 2008


A arquitetura dos homens do conhecimento - Será preciso entendermos um dia, talvez um dia próximo, o que falta acima de tudo nas nossas cidades: tranqüilos e amplos, espaçosos lugares para a reflexão, lugares com longas e altas galerias para o tempo ruim ou demasiado claro, aonde não chegue o barulho dos carros e dos pregoeiros, e onde um refinado decoro proibisse até um padre de reza em voz alta: construções e passeios que, no conjunto, exprimissem o que há de sublime no meditar e no pôr-se de lado. Foi-se o tempo em que a Igreja tinha monopólio da reflexão, em que a vita contemplativa tinha de ser antes vita religiosa: tudo o que a Igreja construiu dá expressão a essa idéia. Eu não sei como tais construções, ainda que fossem despidas de sua finalidade eclesiástica, poderiam nos satisfazer; elas falam uma linguagem demasiado patética e constrita, enquanto casas de Deus e luxuosos pontos de um comércio supraterreno, para que nós, os sem-deus, pudéssemos pensar ali os nossos pensamentos. Queremos ver nós mesmos traduzidos em pedra e planta, queremos passear em nós mesmos, ao andar por essas galerias e jardins.

domingo, 9 de novembro de 2008


i will light the match this mornin', so i won't be alone
watch as she lies silent, for soon light will be gone
i will stand arms outstretched, pretend i'm free to roam
i will make my way, through, one more day in hell...
how much difference does it make
how much difference does it make...
i will hold the candle till it burns up my arm
i'll keep takin' punches until their will grows tired
i will stare the sun down until my eyes go blind
hey i won't change direction, and i won't change my mind
how much difference does it make
how much difference does it make
how much difference...
i'll swallow poison, until i grow immune
i will scream my lungs out till it fills this room
how much difference
how much difference

sábado, 8 de novembro de 2008


Instinto de rebanho - Onde quer que deparemos com uma moral, encontramos uma avaliação e uma hierarquização dos impulsos e atos humanos. Tais avaliações e hierarquizações sempre constituem expressão das necessidades de uma comunidade, de um rebanho: aquilo que beneficia este em primeiro lugar - e em segundo e terceiro - é igualmente o critério máximo quanto ao valor de cada indivíduo. Com a moral o indivíduo é levado a ser função do rebanho e a se conferir valor apenas como função. Dado que as condições para a preservação de uma comunidade eram muito diferentes daquela de uma outra comunidade, houve morais bastante diferentes; e, tendo em vista futuras remodelações essenciais dos rebanhos e comunidades, pode-se profetizar que ainda aparecerão morais muito divergentes. Moralidade é o instinto de rebanho no indivíduo.