segunda-feira, 27 de outubro de 2008


A obra de arte consegue refletir o que se enxerga nela. Nisto podem ser reconhecidas as condições que a nossa capacidade de entendimento estabelece, ou seja: um reflexo de nossa própria natureza. Mas esse reflexo não mostra o plano de orientação da obra de arte, e sim o plano de nosso método de orientação. Se também a obra de arte esta na mesma relação com seu criador, refeletindo o que ele viu nela, então as leis que ele acredita perceber podem não ser próprias da obra de arte, mas tão-somente da sua imaginação. E sua declaração quanto a suas próprias intenções formais poderia ser levada pouco em conta. Porque poderá ser correta subjetivamente, mas não objetivamente. Basta dar uma olhada no espelho de outro ângulo para acreditar ser o novo reflexo também a imagem da obra, quando, na verdade, é novamente o reflexo do espectador, apenas diverso do anterior . Poder-se-ia objetar que o espectador não tem porque enxergar, na obra de arte, algo completamente diverso do que nela se encontra , uma vez que entre sujeito e objeto existe uma interação. Porém, a possibilidade de engano é demasiado grande para deixarmos de duvidar que a suposta ordem seja a do sujeito. Todavia, ao menos pode-se daí deduzir o estado do espectador.

Um comentário:

  1. Será que eu posso conquistar o mundo?
    rsrs
    Obrigada querido Pela força.Me fez bem o que escreveu:D

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