segunda-feira, 28 de abril de 2008


A lição dos retratos. - Observando uma série de retratos de nós mesmos, do final da infância à idade adulta, somos agradavelmente surpreendidos pela descoberta de que o homem se parece mais com a criança do que com o jovem: e que, provavelmente em consonância com esse fato, sobreveio nesse ínterim uma temporária alienação do caráter básico, à qual novamente se impôs a força acumulada e concentrada do homem adulto. A esta percepção corresponde outra, a de que todas as influências das paixôes, dos mestres, dos acontecimentos políticos, que nos arrastam na juventude, aparecem depois novamente reduzidas a uma medida fixa: sem dúvida, continuam a viver e atuar em nós, mas a sensibilidade e as opniões básicas predominam e as usam como fontes de energia, não mais como reguladores, porém, como ocorre aos vinte anos. De modo que também o pensar e sentir do homem adulto parece novamente mais conforme ao de sua infância - e esse fato interior se expressa naquele exterior, mencionado acima.

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