segunda-feira, 31 de dezembro de 2007


Não acreditem em nada só porque lhes foi dito.
Não acreditem na tradição apenas porque foi passada de geração em geração.
Não acreditem em nada só porque está escrito nos seus livros sagrados.
Não acreditem em nada apenas por respeito à autoridade de seus mestres.
Mas qualquer coisa que, depois do devido exame e análise, vocês achem que leva ao bem, ao benefício e ao bem-estar de todos os seres - nesta doutrina creiam e aferrem-se a ela e a tomem como guia.
Duvidem de tudo. Encontrem sua própria luz.

domingo, 30 de dezembro de 2007


Roma era muito melhor quando pagã que quando católica.
Era melhor quando deixava que gladiadores e criminosos se enfrentassem que quando queimava homens honestos na fogueira.
Os grandes homens de Roma denunciaram a crueldade das arenas.
Sêneca condenou até mesmo as lutas entre animais.
Ele disse que "devemos ter simpatia por todas as criaturas, já que apenas os maus e depravados podem sentir prazer ao ver sangue e sofrimento".
Aurélio incentivava os gladiadores a lutar com espadas sem fio.
Legisladores romanos declararam que todos os homens são livres por natureza e iguais.
As mulheres, sob a lei pagã de Roma, tornaram-se livres como os homens.
Zeno, muito antes de Cristo, ensinou que apenas a virtude diferencia os homens.
Sabemos que a lei romana está na base de nossas leis.
Sabemos que fragmentos da arte greco-romana - alguns poucos manuscritos salvos da destruição pelos cristãos, e as invenções e descobertas dos árabes foram as sementes da civilização moderna.
O cristianismo, por mil anos, ensinou à memória a esquecer e à razão a acreditar.
Nenhum passo adiante foi dado.
Por cima dos manuscritos de filósofos e poetas, religiosos ignorantes devotamente rabiscaram as falsidades da fé.
Por mil anos a chama do progresso foi extinta pelo sangue de Cristo; seus discípulos, movidos por um zelo ignorante, por credos insanos e cruéis, destruíram pelo fogo e pela espada cem milhões de seus irmãos.
Fizeram deste mundo um inferno.
Mas, se catedrais tivessem sido universidades, se masmorras da Inquisição tivessem sido laboratórios, se cristãos tivessem acreditado em caráter em vez de credo, se tivessem aproveitado da Bíblia apenas as partes boas e jogado fora as más e absurdas, se os missionários tivessem ensinado artes e ofícios, se astrologia tivesse sido astronomia, se as artes negras tivessem sido química, se a superstição tivesse sido ciência, se as religiões tivessem sido humanidades, o mundo teria sido um céu cheio de amor, com liberdade e alegria.

sábado, 29 de dezembro de 2007


Há milhares de anos, as lendas, mentiras, besteiras, mitos e costumes primitivos de uma pequena tribo de nômades semi-selvagens foram reunidos e escritos em pergaminhos.
Ao longo dos séculos estes textos foram modificados, mutilados, truncados, floreados e divididos em pequenos pedaços que foram então embaralhados várias vezes.
Em seguida, este material foi mal traduzido para várias línguas e vários povos o adotaram como a expressão da verdade, a palavra de Deus definitiva e irretocável.

Se Deus é infinitamente bom, por que temê-lo?
Se ele sabe de tudo, por que precisamos informá-lo de nossas necessidades e aborrecê-lo com orações?
Se está em toda parte, por que construir templos?
Se ele é justo, por que temer que ele castigue as criaturas que ele encheu de fraquezas?
Se ele é todo poderoso, como ofendê-lo, como resistir a ele?
Se ele é razoável, por que ficaria irritado com os pobres ignorantes a quem deu a liberdade de não serem razoáveis?
Se ele é imutável, por que a pretensão de querer que mude suas decisões?
Se ele é inconcebível, por que perder tempo com ele?
Se ele já falou, porque o universo não se convenceu?
Se conhecer sua vontade é tão importante, por que ele não se faz claro e evidente?

Por que é preciso louvar a Deus o tempo todo e até depois de se chegar ao céu?
Para satisfazer sua infinita vaidade?
Para mantê-lo de bom humor e evitar punições?
Ou sua auto-estima é tão baixa que ele poderia cair em depressão?
E louvá-lo pelo quê?
Por nos jogar neste vale de lágrimas sem nos consultar?
Por que rezar? Se isto faz Deus mudar de idéia, então ele não é soberano.
Se não faz, então é inútil.
Ou talvez ele queira que nos humilhemos diante dele...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007


As horas devem ser mortas.
Enquanto você está esperando.
As horas perfeitas são as que passo nesta máquina.
Mas você tem que ter horas imperfeitas para ter as perfeitas.
Você tem que matar dez horas para que duas vivam.
O que você tem que cuidar é para não matar TODAS as horas, TODOS os anos.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007


John Kennedy foi morto quando desfilava em carro aberto diante de uma multidão.
A cena foi filmada e o assassino preso.
Se até hoje não há um consenso sobre o que aconteceu, que credibilidade podem ter as Escrituras, escritas décadas ou séculos depois dos supostos fatos por gente que nem estava lá e das quais não nos chegou nenhum original, apenas cópias divergentes?
Nossos olhos podem nos enganar.
Nisto se baseiam os espetáculos de mágica e prestidigitação.
Nossa memória tende a filtrar os acontecimentos passados, eliminando as coisas ruins e destacando as boas, o que nos leva a suspirar pelos "bons velhos tempos".
Memórias confusas, relatos obscuros, lendas e convicções podem se misturar na cabeça de gente desesperada, dando origem a um passado que nunca existiu mas que, com o tempo e a repetição, se torna "fato".

Aqueles a quem Deus se revelou devem acreditar nele.
Mas ele não se revelou a mim e eu não sou obrigado a acreditar na palavra dos outros.
Tudo o que eles me dizem é aquilo que eles pensam ter visto ou ouvido, distorcido por suas convicções e filtrado pela cultura do seu povo e sua época.
Mais distorções, interpretações pessoais e acréscimos são introduzidos a cada intermediário na transmissão da mensagem.

Seria muito bonito se houvesse um Deus que criou o mundo, uma Providência benevolente, uma ordem moral e uma vida após a morte.
Não parece curioso que tudo isto seja exatamente como desejaríamos que fossem as coisas?

domingo, 23 de dezembro de 2007


Um filósofo é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias.
Um filósofo, ah, um ser que foge, muitas vezes para longe de si mesmo, muitas vezes tem medo de si mesmo, mas que é demasiado curioso para que não volte sempre a si.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007


Viver perto demais de um homem é a mesma coisa que retomássemos sempre uma bela gravura com os dedos nus: um belo dia teremos nas mãos um péssimo papel sujo e nada mais.
A alma de um homem se desgasta também por um contato contínuo; pelo menos é o que nos acaba por parecer – nunca mais haveremos de rever sua figura e suas belezas originais. Sempre se perde no relacionamento demasiadamente íntimo com mulheres e amigos: e nisso se perde às vezes a pérola da própria vida.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007


Ele se apresenta como bom; não comete nenhum mal, a não ser contra si e a natureza! Preciso fazer com que deixe de ser um daqueles que se julgam bons, porque eles não têm garras.
Acredito que ele tenha que aprender a blasfemar antes que eu possa confiar em sua generosidade.
Ele não sente raiva!
Terá tanto medo de que alguém o magoe?
Será que por isso não ouse ser ele próprio?
Por que desejar somente pequenas felicidades?
E ele denomina isso virtude.
Seu nome real é covardia!
Ele é civilizado, polido, um homem bem-educado.
Ele domou sua natureza selvática, transformou seu lobo num cão de raça.
Ele denomina moderação. Seu nome real é mediocridade.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007


A sabedoria é um paradoxo.
O homem que mais sabe é aquele que mais reconhece a vastidão da sua ignorância.

sábado, 15 de dezembro de 2007


O acorde maior é o primeiro e único acorde puro que encontramos nos harmônicos naturais; o maior é geralmente considerado como alegre, e o menor como triste.
Acredito que isso tenha a ver com fato de que o menor baixou o intervalo natural da nota intermediária no acorde em um semitom artificial.
Em Dó maior a nota intermediária é Mi, e em Dó menor esta nota se torna Mi bemol, onde colide com o Mi implícito.
O conflito não é tão forte a ponto de perturbar o vigor do acorde básico de três notas, mas perturba a série de harmônicos naturais que se segue.
E o que é tristeza?
É uma divisão, um senso de que as coisas não estão certas, de que queremos o que não podemos ter, ou deploramos o que não fizemos.
Lamentamos a perda de alguma coisa, não estamos integrados conosco ou com o mundo.
No acorde menor, essa perda é a pureza da nota intermediária, que deseja elevar-se, tornar-se maior, unir-se outra vez com sua série natural.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007


"Uma civilização superior só pode surgir onde haja duas castas diferentes...a casta do trabalho forçado e a casta do trabalho livre."

"... os escravos vivem ... com mais segurança e felicidade que o
operário moderno, ... o trabalho do escravo é muito pouco trabalho em comparação com o do 'trabalhador'."

No contexto em que vivemos, defender a escravidão suscita uma reação adversa em nossos ouvintes contemporâneos.
Geralmente, a liberdade é o critério maior, na consideração da dignidade humana.
Não importa que alguém passe fome, sede, não tenha onde morar, não tenha um trabalho, não possa estudar, dar educação, alimento e saúde à sua prole.
Se ele é livre, tudo parece estar resolvido. A dignidade humana parece ter-se reduzido à questão da liberdade.

É nesse contexto que analisamos os dois aforismos.
No primeiro, o autor defende a tese de que a liberdade não é o critério maior na construção de uma civilização superior.
Para que tal tarefa possa se dar, é necessário que haja duas classes: a classe dos trabalhadores livres(ociosos) e a classe dos trabalhadores forçados (escravos). A primeira, é tida como superior, a segunda, como inferior.

A pergunta intrigante que poderíamos fazer é a seguinte: qual é o perfil dos tipos que compõem cada classe?
O que determina que alguém seja partícipe da classe superior (ociosos), ou inferior (escravos)?
Seria o critério do poderio econômico, riquezas materiais, bens de consumo?
Em nossa sociedade, não restaria dúvidas quanto à resposta: realmente o que nos define, enquanto partícipes de uma determinada casta ou classe social é inexoravelmente, a nossa condição econômica.

Porém, o critério para o enquadramento não é de forma alguma econômico, financeiro. O critério é o talento, a faculdade, a capacidade pessoal que um indivíduo tem. Parece que o autor faz uma inversão quanto ao papel desempenhado pelos indivíduos que compõem as duas classes.
Na ótica hodierna, tenderíamos a nos compadecer dos indivíduos escravos, e a alimentarmos um 'certo' rancor, com relação aos indivíduos livres.
Os indivíduos livres são aqueles que mais sofrem, em virtude do fato de terem o que o filósofo denomina de "uma grande missão".
Cumpre-nos perguntar: que grande missão é essa?
Embora o filósofo não explicite, arriscaríamos uma resposta: como o papel social é determinado por seus valores intrínsecos, seus talentos, e não pelos bens materiais que eles possuem, a missão desta classe é conduzir a sociedade, para uma cultura
superior , para uma civilização superior.
Seu papel é criar valores, dirigir, determinar sentidos que sejam culturalmente positivos.

Já os indivíduos escravos, ao contrário do que poderíamos pensar, não sofreriam tanto, pois a eles apenas caberia obedecer, seguir o caminho apontado pela classe livre (ociosa). O termo 'ocioso', em nossa tradição linguística, dá a idéia de alguém que não trabalha.
Figura-nos, de imediato, a ilustração do capitalista, que serve-se da mais-valia do seu empregado, para viver no 'ócio', aproveitando a vida, enquanto que aquele mata-se de trabalhar, sem que isso baste para seu próprio sustento.
O ócio é de outra natureza. É um ócio, uma atitude na qual o indivíduo tem um "desejo indefinido". Por este termo ('desejo indefinido'), parece significar o cuidar das coisas e dos interesses alheios, visando o bem da civilização, e não apenas o seu próprio bem.
O escravo, por sua vez, seria determinado como quem possui um "desejo definido", isto é, um desejo voltado para sua própria realidade, atendo-se aos seus interesses imediatos, e não aos interesses da cultura, como um todo.

O ideal moderno de 'liberdade' não passa de um embuste, mediante o qual a sociedade vende uma imagem de igualdade que, no fundo, não é senão um esquema implacável de aprisionamento, de estancamento social.
Nesta situação, a liberdade é a maior das vaidades humanas.
O indivíduo, como falamos no início deste texto, prescinde de todas as condições básicas de uma existência nobre, tais como segurança, alojamento, diversão, alimentação, estudo, saúde.
Ele pode-se ver apartado de todas estas questões e ainda é capaz de defender a sociedade em que vive. Porém, se ao menos fazer a menção de retirar-lhe a liberdade, ele se revolta, se volta contra a sociedade.
O que percebemos? Na verdade, o escravo, objeto da reflexão do autor, é muito mais digno do que o homem livre, moderno, o operário, o funcionário, o empregado: "(...) o trabalho do escravo é muito pouco trabalho em comparação com o do 'trabalhador'".

Diante desta argumentação , não podemos nos defender.
Como combater suas evidências? Não somos, nós mesmos, vítimas de tal perversidade social, que nos faz acreditar sermos livres mas que, ao final, nos relega a uma condição bem pior do que a do escravo apontado, que ao menos tem as condições básicas para que um indivíduo pudesse se considerar sendo humano, ter uma qualidade de vida nobre?

O ideal que a política moderna nos vende, ela não pode nos dar:
segurança, dignidade.
Porém, ela coloca isso como ponto fundamental/dogmático, tabu.
Na verdade, até entre as sociedades escravocatas, tinha-se mais dignidade.
A humanidade transformou a liberdade em um dogma, mas tirou do homem sua dignidade.

Cada um de nós, homens livres, vivemos em função de nossos desejos particulares, sabedores que somos de quão difícil é conquistá-los.
Não temos tempo algum para um ideal de civilização superior, visto que nossas ações mal são produtivas o suficiente para que possam garantir nossa subsistência, quanto mais, gerar uma 'civilização superior'.

Embalados por este ritmo, por este sonho dogmático, de estarmos voltados apenas para nós mesmos, perdemos um referencial social, e passamos a um referencial puramente individual o qual, diga-se de passagem, jamais será atingido, pois a sociedade na qual estamos inseridos cria mecanismos perversos para o impedir.
Vivemos alienados em função da felicidade.
E o que é pior, da felicidade egoísta.
Esse é o primeiro ponto em que o autor insiste que abandonemos: "O ponto de vista da repartição da felicidade não é essencial, quando se trata de dar origem a uma civilização superior".
Não importa que todos sejam felizes.
O homem superior não se submete nem se integra à definição da vida feliz do maior número. Sua felicidade é fazer aquilo que lhe ordena sua vocação interior.

Para se criar uma sociedade superior, é necessário que não tenhamos
a estrutura que temos hoje, onde "cegos conduzem cegos".
A estrutura proposta é uma estrutura onde a nata da inteligência, os gênios, os homens mais nobres, conduzam o processo, não em seu nome, mas em prol de uma cultura superior, em prol do todo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007


O homem domesticou os lobos até não serem mais lobos, mas cães.
Cuidar das ovelhas é a função de um lobo domesticado.
Cabe a cada um dar o valor que quiser agora para a domesticação.
Não é esse justamente o método civilizatório?
A domesticação?
O que significa ser livre dentro da sociedade?
Um lobo entre cães e ovelhas.
Nós sabemos da inimizade entre lobos e cães.
Um lobo em meio a uma matilha de cães será dilacerado.
Ser lobo significa necessariamente ficar a margem.
Ser cão significa apenas manter as ovelhas vivas para que se tome sua lã... e sua carne.
A distinção maquiaveliana das duas naturezas continua aqui. Nietzsche adora essa distinção.
Mas Maquiavel pensa a comunidade como cães e ovelhas; Nietzsche introduz o lobo uivando de cima da colina.
O lobo é um outsider.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007


A mulher tornou-se gozo comum, posse material, ignorância, escravidão, objeto de venda, prazer bruto dos sentidos, o vício, a depravação, sempre uma coisa entre todos os povos, pessoa em nenhum deles.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007


Meu caro Théo...há um outro vagabundo, o vagabundo que é bom apesar de si, que intimamente é atormentado por um grande desejo de ação, que nada faz porque está impossibilitado de fazê-lo, porque está como que preso por alguma coisa, porque não
tem o que lhe é necessário para ser produtivo, porque a fatalidade das cirscuntâncias o reduz a este ponto.
Um vagabundo assim nem sempre sabe por si próprio o que poderia fazer, mas, por instinto, sente: No entanto eu sirvo para algo, sinto em mim uma razão de ser, sei que poderia ser um homem completamente diferente.
No que é que eu poderia ser útil, para o que poderia eu servir; existe algo dentro de mim, o que será então?
Você sabe o que faz desaparecer a prisão.
É toda afeição profunda, séria.
Ser amigos, ser irmãos, amar, isto abre a porta da prisão para o poder soberano, como um encanto muito poderoso.
Mas aquele que não tem isto permanece na morte... Só, que se lhe fosse possível ver em mim algo mais que um vagabundo da pior espécie, eu ficaria muito contente.
Então se eu puder alguma vez fazer algo por você, ser-lhe útil em alguma coisa, saiba que estou à sua disposição.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007


Acredito que os filósofos voam como as águias e não como pássaros pretos.
É bem verdade que as águias, por serem raras, oferecem pouca chance de serem vistas e muito menos de serem ouvidas, e os pássaros pretos, que voam em bando, param em todos os cantos enchendo o céu de gritos e rumores, tirando o sossego do mundo.

"Para habitar os habismos é preciso ser águia." (Friedrich Nietzsche)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007


É o segundo este ano...
o segundo chamado...
o segundo ceifado...
o segundo amado...
o segundo perdido...
quantos segundos ainda perderemos?
quantos segundos ainda nos restam?
é o que me resta nesta segunda...

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"Para quem quer se soltar
Invento um cais..."

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"Estudar e fazer música pode ser muito mais do que colecionar truques e macetes.
Se soubermos interagir com as receitas dos grandes feiticeiros, seremos capazes de renova-las a cada execução, a cada obra, a cada nota.
Não importa se é pop, rock, baião, frevo, jazz, samba, choro... Qualquer que seja a “gramática”.
Acredito que boa música é aquela que se faz de dentro pra fora e que fica mais próxima da alma quando, ao invés dos olhos, miramos nos ouvidos e ao invés do espanto investimos na empatia."

Willians Pereira.

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Como se não bastasse o músico...
Mas também a figura humana, o educador, o amigo...
Dissonâncias da vida...

domingo, 2 de dezembro de 2007


You think you're going to live your life alone
in darkness and seclusion... yeah, I know
You've been out there and tried to mix with those animals
and it just left you full of humiliated confusion
So you stagger back home and wait for nothing
but the solitary refinement of your
room spits you back onto the streets
And now you're desperate and in need of human contact
And then you meet me and yur whole world changes
because everything I say is everything you've ever wanted to hear
so you drop all you defenses, I'm perfect in every way
'cause I make you feel so strong and so powerfull inside
You feel so lucky
But your ego obscures reality that you never bothered to
wonder why things are going so well
You want to know why?

'Cause I'm a liar, yeah, I'm a liar
I'll tear (rip) your mind up, I'll burn your soul
I'll turn you into me, I'll turn you into me
'Cause I'm a liar, a liar, a liar, a liar...

I'll hide behind a smile and understanding eyes
and I'll tell you things that you already know so you can say:
I really identify with you, so much
and all the time that you're needing me is just the time
that I'm bleeding you, don't you get it yet?
I'll come to you like an affliction
then I'll leave you like an addiction
you'll never forget me... wou wanna know why?

'Cause I'm a liar, yeah, I'm a liar
I'll tear (rip) your mind up, I'll burn your soul
I'll turn you into me, I'll turn you into me
'Cause I'm a liar, a liar, a liar, a liar...

I don't know why I feel the need to lie and cause you so much pain
maybe it's something inside, maybe it's something I can't explain
'cause all I do is mess you up and lie to you
I'm a liar, ooh, I'm a liar

But if you'll give me another chance
I swear I'll never lie to you again
'cause now I see the destructive power of a lie,
they're stronger than truth
I can't believe I ever hurt you, I swear I will never lie to you again
please, just give me one more chance, I'll never lie to you again, no,
I swear, I will never tell a lie, I will neer tell a lie, no, no

Ha Ha Ha Ha Ha Ha Ha Ha Ha! Sucker! Sucker! Sucker!

I am a liar, yeah, I am a liar, yeah, I am a liar
I lie you, I feel good, I am a liar, yeah
I lie, ooh, I lie, yeah, I lie
I'm a liar, I lie, I like it, I feel good, I like it, and again
I like it again and I'll keep lying, I'll promise