quinta-feira, 11 de outubro de 2007


Quando ando no meio de outras pessoas, não me sinto bem.
O que elas falam e o entusiasmo que demonstram nada têm a ver comigo.
O mais curioso é que justamente quando estou na companhia delas que me sinto mais forte.
Me vem a idéia seguinte: se podem existir só com esses fragmentos de coisas, então eu também posso.
Mas é quando estou sozinho e todas as comparações se reduzem a mim mesmo contra as paredes, contra a minha própria respiração, contra a história, contra o meu fim, que começam a ocorrer coisas estranhas.
Sou evidentemente um sujeito fraco.
Experimentei ler a bíblia, os filósofos, os poetas, mas pra mim, de certo modo, erraram de alvo.
Ficam falando de uma coisa completamente diversa.
Por isso há muito tempo desisti de ler.
Encontro um pouco de conforto na bebida, no jogo e no sexo, e dessa forma me assemelho bastante a qualquer membro da comunidade, da cidade e do país; a única diferença é que não tenho o menor interesse em "vencer", constituir família, ter casa própria, um emprego respeitável etc. e tal.

Um comentário:

  1. Bom estava me referindo a “ser perfeito” no que
    você faz, ser ou tentar ser o melhor.
    Assim como o excelente músico que és...
    ...se aperfeiçoando sempre.

    "Tens valor,está decidido!
    não falo de valor,perante testemunhas,
    mas de valor,de solitários,valor de águias,
    dos que não precisam de nenhum espectador ...
    As almas frias,os cegos,os bêbados,
    não tem o que chamo de coração.Coração tem
    aquele que conhece o medo,mas domina o medo;
    o que vê o abismo,mas com arrogância.
    O que vê o abismo,mas com olhos de águia;o
    que se prende ao abismo com garras de águia:é
    este o valoroso.";)

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