segunda-feira, 29 de outubro de 2007


Roll the Dice

Se você vai tentar, vá até o fim.
Do contrário, nem comece.

Isso pode significar perder namoradas,
esposas, parentes, empregos.
E talvez sua cabeça.

Pode significar ficar 3 ou 4 dias sem comer.
Pode significar congelar em um banco de praça.
Pode significar prisão, zombaria, escárnio, isolamento.

Isolamento é a dádiva.

Todos os outros são testes para a sua resistência.
Do quanto realmente você deseja.

E você vai fazer, apesar da rejeição e das piores chances.
E vai ser melhor que qualquer coisa que você puder imaginar.

Se você vai tentar, vá até o fim.

Não há nenhum outro sentimento como este.
Você estara sozinho com os deuses
E as noites vão arder com o fogo.

Faça

Você vai conduzir a vida direto à risada perfeita.
É o único bom combate que existe.

O cristianismo tomou o partido de tudo o que é fraco,
baixo, incapaz, e transformou em um ideal a oposição
aos instintos de conservação da vida saudável;
e até corrompeu a faculdade daquelas naturezas intelectualmente poderosas, ensinando que os valores superiores do intelecto não passam de pecados, desvios "tentações".
O mais lamentável exemplo: a concepção de Pascal,
que julgava estar a sua razão corrompida pelo pecado original;
estava corrompida sim, mas apenas pelo seu cristianismo!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007


A vida consiste em raros momentos da mais alta significação
e de incontáveis intervalos, em que, quando muito,
as sombras de tais momentos nos rondam.
O amor, a primavera, toda bela melodia, a Lua, as montanhas,
o mar - apenas uma vez tudo fala plenamente ao coração:
se é que atinge a plena expressão.
Pois muitos homens não tem de modo algum esses momentos,
e são eles próprios intervalos e pausas na sinfonia da vida real

quarta-feira, 24 de outubro de 2007


Talvez a miséria tenha chegado.
Não se pode viver da própria alma.
Não se pode pagar o aluguel com a alma.
Experimente fazer isso um dia.
É o início do Declínio e Queda do Ocidente, como Splenger dizia.
Todo mundo é tão ganancioso e decadente, a decomposição realmente começou.
Eles matam gente aos milhões nas guerras e dão medalhas por isso.
Metade das pessoas deste mundo vai morrer de fome enquanto a gente fica por aí sentado vendo TV.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007


Meu coração não se cansa de ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher
Que passou por meu sonho sem dizer adeus
E fez dos olhos meus
Um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo Em mim

sábado, 20 de outubro de 2007


Estou perdido.
Alguém possui minha alma e a domina.
Alguém ordena todos os meus atos, todos os meus movimentos, todos os meus pensamentos.
Não sou mais nada, exceto espectador escravizado e amedrontado de tudo o que faço.
Quero sair, não posso.
Ele não quer, e assim permaneço, trêmulo e perplexo, na poltrona onde ele me mantém sentado.
Desejo apenas levantar-me e me animar, mas não posso!
Estou preso à cadeira, e esta adere ao chão de tal maneira que não existe força capaz de mover-nos.
De repente, sinto que devo, preciso ir ao fundo do quintal colher morangos e comê-los, e lá vou eu.
Colho os morangos e como-os!
Meu Deus! Meus Deus!
Deus existe? Se existe, libertai-me!
Salvai-me! Socorrei-me! Perdão!
Piedade! Misericórdia! Salvai-me! Quanto sofrimento!
Que tormento! Que horror!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007


Voilà!
À vista, um humilde veterano vaudevilliano,
apresentado vicariamente como ambos vítima e vilão pelas vicissitudes do Destino.
Esta visagem, não mero verniz da vaidade, é ela vestígio da vox populi,
agora vacante, vanescida, enquanto a voz vital da verossimilhança
agora venera aquilo que uma vez vilificaram.
Entretanto, esta valorosa visitação de uma antiga vexação, permanece vivificada,
e há votado por vaporizar estes venais e virulentos verminados
vanguardeiros vícios e favorecer a violentamente viciosa e voraciosa violação da volição.
O único veredito é a vingança, uma vendeta, mantida votiva,
não em vão, pelo valor e veracidade dos quais um dia
deverão vindicar os vigilantes e os virtuosos.
Verdadeiramente, esta vichyssoise de verbosidade vira mais verbose
vis-a-vis uma introdução, então é minha boa honra conhecê-la
e você pode me chamar de V

terça-feira, 16 de outubro de 2007


"Tá vendo esse buraco aqui?
Quem matou esse cara aqui?
Um de vocês é o caralho!
Quem matou esse cara aqui foi você seu viado.
É você que financia essa merda aqui.
Seu maconheiro! Seu merda!
A gente vem aqui pra disfazer a merda que você faz!"

"Fazer o quê com o verme aqui capitão?
Bota na conta do Papa."

"Fica tranquila que o Baiano, tem conciência social"

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Estudante rico gosta de ajudar criança pobre, e quem é que não sente pena de criança pobre?
O que me fode é o sujeito que nasce com oportunidade e termina entrando nessa vida.
Quantas crianças a gente tem que perder pro tráfico, só para um playboy fumar um baseado?
Ninguém faz passeata quando morre policial.
Quando eu vejo passeata contra violência, parceiro; eu tenho vontade de sair metendo porrada.

domingo, 14 de outubro de 2007


Para suportar a minha seriedade e a minha paixão,
é preciso ser íntegro nas coisas de espírito até as últimas conseqüências;
estar acostumado a viver nas montanhas, a ver abaixo de si,
o mesquinho Charlatanismo actual da política e do egoísmo dos povos;
e, finalmente ter-se tornado indiferente e jamais perguntar se a verdade é útil,
se chegará a ser uma fatalidade.
Necessária é também uma inclinação para enfrentar questões que hoje ninguém se atreve a elucidar; inclinação para o proibido; predestinação para o labirinto

sábado, 13 de outubro de 2007


Nunca encontrei um amigo de verdade.
Com as mulheres, havia esperança com cada uma, mas isso era no princípio.
Mesmo no começo, eu saquei, parei de procurar a Garota Ideal;
eu só queria uma que não fosse um pesadelo

sexta-feira, 12 de outubro de 2007


De algum modo me perdi, os olhos grudados nas pernas dela.
Sempre fui de perna.
Foi a primeira coisa que vi quando nasci.
Mas então eu tentava sair.
Desde então, tenho me virado no sentido contrário, e com um azar dos diabos.

Fiquei magoado, não por me teres mentido,
mas por não poder voltar a acreditar-te.

Levar insidiosamente o próximo a uma boa opinião de nós e, depois, acreditar piamente nessa boa opinião: quem consegue imitar nesta habilidade as mulheres?

quinta-feira, 11 de outubro de 2007


Quando ando no meio de outras pessoas, não me sinto bem.
O que elas falam e o entusiasmo que demonstram nada têm a ver comigo.
O mais curioso é que justamente quando estou na companhia delas que me sinto mais forte.
Me vem a idéia seguinte: se podem existir só com esses fragmentos de coisas, então eu também posso.
Mas é quando estou sozinho e todas as comparações se reduzem a mim mesmo contra as paredes, contra a minha própria respiração, contra a história, contra o meu fim, que começam a ocorrer coisas estranhas.
Sou evidentemente um sujeito fraco.
Experimentei ler a bíblia, os filósofos, os poetas, mas pra mim, de certo modo, erraram de alvo.
Ficam falando de uma coisa completamente diversa.
Por isso há muito tempo desisti de ler.
Encontro um pouco de conforto na bebida, no jogo e no sexo, e dessa forma me assemelho bastante a qualquer membro da comunidade, da cidade e do país; a única diferença é que não tenho o menor interesse em "vencer", constituir família, ter casa própria, um emprego respeitável etc. e tal.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007


Aqueles que pregam Deus, precisam de Deus
Aqueles que pregam a paz, não têm paz
Aqueles que pregam o amor, não tem amor

Cuidado com os pregadores
Cuidado com os Sabedores

Cuidado com aqueles que estão sempre lendo livros

Cuidado com aqueles que detestam a pobreza
ou que são orgulhosos dela

Cuidado com aqueles que elogiam fácil
Porque eles precisam de elogios de volta

Cuidado com queles que censuram fácil
Eles têm nedo daquilo que não conhecem

Cuidado com aqueles que procuram constantes multidões;
Eles não são nada sozinhos...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007


Eu tenho muito pouca confiança em minhas opiniões.
Eu não sei as respostas… minhas opiniões são apenas isto, opiniões; fundadas no que eu espero ser uma avaliação racional da minha própria experiência.
Atitude esta que deveria ser a de todo mundo… mas raramente é.

Remember that all I'm offering is the truth... nothing more

sábado, 6 de outubro de 2007


Tinha acabado um caso complicado com uma fulana que me deixou bastante arrasado.
Os casamentos, as amigações, as trepadas passageiras deixara-me a sensação de que o ato sexual não compensava o que a mulher exigia em troca.
Agora, desistindo de uma companheira fixa, me masturbava com frequência.
Perdi, por uns tempos, toda a disposição pra mulher.
Em troca, me concentrei em apostar nos cavalos, socar punheta e beber.
Pra usar de franqueza, me senti bem mais feliz desse jeito.
E cada vez que me entregava a cada uma dessas três distrações, pensava: chega de mulheres, nunca mais, fodam-se.
É claro que sempre aparecia uma nova - elas caçam a gente, por mais indiferente que se seja.
Acho até que, quanto maior a indiferença demonstrada, maior a resistência - é o prazer da vitória.
Mulher gosta muito desses lances; quando vê resistência, trata logo de encontrar uma brecha

sexta-feira, 5 de outubro de 2007


Não é só a velhice, mas pode ter algo a ver com isso.
Acho que a multidão, aquela multidão a Humanidade,
que sempre foi difícil pra mim, aquela multidão está ganhando, afinal.
Acho que o grande problema é que tudo é uma performance repetida para eles.
Não há novidades neles.
Nem mesmo o menor dos milagres.
Apenas se arrastam sobre mim.
Se, um dia, eu pudesse ver uma pessoa fazendo ou dizendo algo incomum me ajudaria a seguir em frente.
Mas são rançosos, bolorentos.
Não há emoção.
Olhos, ouvidos, pernas, vozes, mas... nada.
Congelam-se dentro de si mesmos, se enganam, fingindo que estão vivos.

terça-feira, 2 de outubro de 2007


É necessário estar sempre embriagado.
Tudo está aí: é a única questão.
Para não se sentir o horrível fardo do Tempo que quebranta os vossos ombros
e vos curva em direcção à terra, deveis vos embriagar sem trégua.
Mas de quê?
De vinho, de poesia ou de virtude, como quiserdes.
Mas embriagai-vos.